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sábado, 14 de abril de 2012

ORGASMO




O que é orgasmo?

Orgasmo - do grego orgasmós, de orgân, que significa ferver de ardor - é definido como o mais alto grau de excitação sexual e, portanto, o prazer físico mais intenso que um ser humano pode experimentar. Ele provoca algumas reações como aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, pupilas dilatadas e, na mulher, os músculos do aparelho genital contraem-se ritmicamente.
O orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. Pode ser experimentado por ambos os sexos, dura apenas poucos segundos e é sentido durante o ato sexual ou a masturbação. O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação na maioria das espécies de mamíferos masculinos. Por outro lado, na espécie humana, o orgasmo masculino, por exemplo, nem sempre está acompanhado de ejaculação, podendo ocorrer o orgasmo sem ejaculação, como podemos observar nos cânones taoistas na China (In Chang, 1979).

O orgasmo é uma das fases da resposta sexual, como descrita por Masters e Johnson. Caracteriza-se por intenso prazer físico mediado pelo sistema nervoso autônomo, acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos, que rodeiam os órgãos sexuais e o ânus, sendo frequentemente associados a outras acções involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo e uma sensação geral de euforia. Sua ausência é denominada anorgasmia. Além desta definição, temos o orgasmo como um potente estado alterado de consciência e ainda temos o para-orgasmo como sendo "o estado existencial de autorealização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos momentos, ou momentos de pico.

No sentido estrito, apresenta-se como um pico rápido de excitação seguido ou não de ejaculação e com rápida queda na sensação de prazer. Uma vez que os órgãos sexuais têm a mesma origem embriológica em ambos os sexos, a sensação é equivalente para homens e mulheres, podendo haver um período refratário à estimulação direta após o orgasmo. Nas mulheres, as contrações musculares causam expulsão de líquido através da vagina, caracterizando a ejaculação feminina. É um período de grande relaxamento e queda da pressão arterial, devido à liberação da prolactina. Há também redução temporária das atividades do córtex cerebral. No sentido amplo, o orgasmo, pelo menos na espécie humana, traduz a capacidade de amar, de entrega ao amor e ao prazer, sendo uma atitude de cunho não neurótico que, temporariamente, anula os sintomas básicos da neurose a partir da liberação da energia ou orgônio sexual ou libido (Reich, W. A Função do Orgasmo). (Fonte:Wikipedia)

Orgasmos múltiplos




Orgasmos múltiplos ocorrem em alguns casos em que a mulher não tem um período refratário, ou ele é muito curto e experimenta-se um segundo orgasmo logo após o primeiro; algumas mulheres podem até ter uma sequência de orgasmos consecutivos. Para algumas mulheres, o clitóris e os mamilos ficam muito sensíveis após o clímax, ocasionando que estimulações adicionais possam ser dolorosas. Inspirações profundas, respiração rápida e continuação da estimulação podem ajudar a diminuir esta excitação.
Muitos homens que começaram a se masturbar ou tiveram atividade sexual antes da puberdade relatam terem sido capazes de ter múltiplos orgasmos sem ejacular. Jovens crianças do sexo masculino são capazes de ter múltiplos orgasmos devido à falta de período refratário. Um estudo sugere que o orgasmo antes da puberdade dos homens é similar ao orgasmo feminino, podendo refletir alterações hormonais durante a puberdade com influência sobre as características do orgasmo masculino.

Orgasmo espontâneo




O orgasmo pode ser espontâneo, parecendo que ocorrem sem haver prévia estimulação direta. Os primeiros relatos deste tipo de orgasmo provêm de pessoas que tiveram lesões da medula espinal (SCI). Embora a SCI muitas vezes leve à perda de certas sensações e a alterações da auto-percepção, uma pessoa com esta perturbação pode não estar privada de sexualidade, como estimulações sexuais e desejos eróticos.
Também se discute que algumas determinadas drogas antidepressoras podem provocar o orgasmo espontâneo como um efeito colateral.

Orgasmo vaginal


O "teoria dos dois orgasmos" (a crença de que no sexo feminino há um orgasmo vaginal e um orgasmo clitoriano), foi criticada por feministas, como Ellen Ross e Rayna Rapp como uma "clara percepção masculina do corpo feminino". O conceito de orgasmo de natureza vaginal foi postulada pela primeira vez por Sigmund Freud. Em 1905, Freud argumentou que o orgasmo clitoriano era um fenômeno que ocorria em adolescentes, e após atingir a puberdade a resposta adequada das mulheres maduras mudava para o orgasmo vaginal. Embora Freud não tenha fornecido quaisquer provas para esta suposição básica, as consequências dessa teoria foram muito elaboradas, em parte porque muitas mulheres se sentiram inadequadas quando elas não conseguiam atingir orgasmo através da relação vaginal que envolveu pouca ou nenhuma estimulação clitoriana.

Em 1966, Masters e Johnson publicaram um trabalho de investigação sobre as fases de estimulação sexual. Seu trabalho incluiu homens e mulheres, e ao contrário de Alfred Kinsey anteriormente (em 1948 e 1953), havia tentado determinar as fases fisiológicas que ocorriam antes e depois do orgasmo.[10] Masters e Johnson corroboraram a ideia de que o orgasmo vaginal e clitoriano correspondem ao mesmo processo e argumentaram que a estimulação clitoriana é a principal fonte dos orgasmos.

Anatomicamente o pênis e o clitóris têm prolongamentos internos, dificultando a distinção entre o orgasmo clitoriano e vaginal.
A urologista australiana Helen O'Connell, utilizando técnicas de ressonância magnética, notou que existe uma relação entre o crus clitoris (crura, pernas ou raízes do clitóris) e o tecido eréctil do bulbo clitoriano. Ela afirma que esta relação de interligação é a explicação fisiológica para o Ponto G e a experiência do orgasmo vaginal, tendo em vista que há a estimulação das partes internas do clitóris durante a penetração da vagina.

Orgasmo anal


O orgasmo anal é um orgasmo originário da estimulação anal, como a de um dedo inserido, o pênis ou um brinquedo erótico. É ocasionado pela estimulação direta das terminações que inervam o esfíncter, em especial o nervo pudendo, entre outros quatro nervos da região pélvica envolvidos no orgasmo, tanto masculino como feminino.

Orgasmo mamário




Um orgasmo mamário é um orgasmo a partir da estimulação das mamas. Nem todas as mulheres são sensíveis à estimulação dos seios, no entanto, algumas mulheres afirmam que a estimulação da área da mama durante o ato sexual e as preliminares, ou apenas o simples fato de terem seus seios acariciados, pode levar ao orgasmo. De acordo com um estudo que questionou 213 mulheres, 29% delas tiveram a experiência de terem um orgasmo de mama uma vez ou mais vezes, enquanto outro estudo afirmou que apenas 1% de todas as mulheres teve a experiência de terem um orgasmo mamário.
Crê-se que um orgasmo ocorra, em parte, por causa do hormônio oxitocina, que é produzida no organismo durante a excitação e estimulação da mama.

Orgasmo seco




É possível atingir o orgasmo sem a ejaculação (orgasmo seco) ou ejacular sem atingir orgasmo. Alguns homens têm relatado ter múltiplos orgasmos consecutivos, particularmente sem ejaculação. Os homens que experimentam orgasmos secos muitas vezes podem ter múltiplos orgasmos, com a necessidade de um período de repouso, o período refratário, reduzido. Alguns homens são capazes de se masturbar por horas, e, em um momento, atingir orgasmo várias vezes.
O orgasmo seco também pode acontecer em pessoas que se submeteram a cirurgias oncológicas, principalmente no cólon ou reto, no qual foi aplicado sessões de radioterapia e quimioterapia, lesando órgãos que contribuem para a produção do sêmen.

Orgasmo simultâneo


O orgasmo simultâneo (também designado por orgasmo mútuo) é um clímax alcançado pelos parceiros sexuais, ao mesmo tempo, durante o ato sexual.

Qual a função do ORGASMO?
Revitalizar e equilibrar os sistemas orgânicos, psíquicos, emocionais, afetivos e mentais.
Em 1967, Desmond Morris sugeriu, em seu primeiro livro de ciência popular O macaco nu (The Naked Ape) que o orgasmo feminino evoluiu para encorajar a fêmea a manter uma intimidade física com seu parceiro e ajudar a reforçar a ligação do casal. Morris sugeriu que a relativa dificuldade em se alcançar o orgasmo feminino, em comparação com o orgasmo no sexo masculino, poderia ter uma função favorável por direcionar a fêmea a selecionar companheiro que tenham qualidades como paciência, atenção, imaginação, inteligência, em oposição às qualidades tais como tamanho e agressão, que tem relação com a selecção de companheiros em outros primatas. Essas qualidades vantajosas foram-se tornando acentuadas dentro da espécie humana.

Morris também propôs que o orgasmo poderia facilitar a concepção, uma vez que esgotaria a mulher e assim ela se manteria com o corpo na horizontal, impedindo assim que o esperma escorresse para fora do trato genital. Esta possibilidade, algumas vezes chamado de "Hipótese Poleax" ou "Hipótese do nocaute", atualmente é considerada altamente duvidosa.
Outras teorias são baseadas na ideia de que o orgasmo feminino poderia aumentar a fertilidade. Por exemplo, a redução de 30% no tamanho da vagina durante o orgasmo poderia ajudar aumentando a pressão sobre o pênis (semelhante ao efeito da contração do músculo pubococcígeo), o que promoveria o aumento da estimulação sobre o macho. Os biólogos também sugeriram que o orgasmo feminino pode ter um ação de "sucção", semelhante ao movimento peristáltico, favorecendo a retenção dos espermatozóides e aumentando as chances da concepção. Também o fato de que a mulher tende a atingir orgasmo com maior facilidade quando estão ovulando sugere que ele está vinculado ao aumento da fertilidade.

Outros biólogos supõem que o orgasmo seria apenas para motivar o sexo, o que aumentaria a taxa de reprodução.

Visto que o orgasmo de um macho tipicamente tende a chegar mais depressa do que o das fêmeas, isso poderia, potencialmente, encorajar a fêmea a ter vontade de se envolver em atividades sexuais com mais frequência, aumentando assim a probabilidade de concepção.


Quanto tempo dura?


Os orgasmos variam de mulher para mulher, bem como a sua duração. Eles podem se resumir a apenas alguns segundos ou chegar até a um minuto.

Toda mulher é capaz de ter orgasmo?


Sim, desde que não estejam sofrendo de alguma doença neurológica, endocrinológica ou ginecológica, que tenham destruído a base física do orgasmo. É fundamental não ter pressa. O casal tem que estar livre para o sexo, deixando as preocupações de lado. É importante também que o parceiro queira trocar sensações, emoções e muito prazer.
Assim, a garantia será de momentos únicos e inesquecíveis para ambos.

É importante ressaltar que muitas mulheres podem não sentir orgasmo devido a fatores psicológicos desencadeados por uma falta de Higiene Mental Familiar adequada ou até mesmo traumas. Nesses casos a hipnoterapia é aconselhada.

O que é ponto G?
Trata-se da área na parede superior interna da vagina, sensível á pressão profunda. Em algumas mulheres, incha e leva a um orgasmo intenso quando estimulado. Há 40 anos, o ginecologista alemão Ernst Gräfenberg foi quem primeiro descreveu este ponto. Quando a região é estimulada, as mulheres geralmente experimentam uma sensação semelhante a uma necessidade urgente de urinar. Do tamanho de um grão de feijão, pode chegar ao tamanho de uma moeda de 50 centavos. Fica situado a cinco centímetros da entrada da vagina.

O que é músculo PC?

O nome completo é músculo pubococcígeo. Trata-se de um grupo de músculos que forma a base da pélvis e sustenta os órgãos genitais. Ele começa no osso púbico, faz um anel em volta da vagina, a cerca de dois centímetros e meio da entrada, e se une na base da coluna. Durante o orgasmo, o músculo se contrai involuntariamente por alguns segundos. Ter uma musculatura PC forte ajuda a alcançar o orgasmo e a ejaculação. Tanto mulheres como homens podem fortalecê-lo durante o sexo, praticando exercícios de Kegel:

- Primeiro localize os músculos ao redor da vagina (aqueles que você usa quando tenta parar o fluxo da urina).

- Contraia e relaxe esses músculos, seguidamente (talvez ajude se você inserir o dedo na vagina e, depois, comprimir suas paredes).

- Gradualmente, aumente o número de repetições e a duração de cada contração. Você pode fazer este exercício a qualquer momento: numa fila de banco, durante o banho, conversando ao telefone. Após seis semanas de prática, começará a sentir uma diferença na qualidade da relação sexual. E uma dica a mais: ensine ao seu parceiro o mesmo exercício. Ele obterá maior controle sobre a ejaculação.

O que é ejaculação feminina?




É um líquido parecido com leite desnatado aguado. Tem um odor levemente adocicado ou é inodoro. Possui consistência rala e pode ser mais abundante do que o líquido ejaculado pelo homem (a quantidade varia de cinco a 200 ml). Geralmente é expelido quando a mulher tem orgasmos múltiplos com a estimulação do ponto G. A ejaculação feminina sai da uretra e é produzida nas glândulas de Skene. Acontece durante ou logo depois do orgasmo. Na ejaculação, a mulher tem uma sensação de plenitude. Os gregos da
Antigüidade acreditavam que esse fluido contribuía para a concepção.

Toda mulher pode ejacular durante o orgasmo?


Isso é possível desde que as mulheres saibam como fazê-lo. Em geral, as que ejaculam têm músculos PC fortes. Quanto mais a mulher estimular seus órgãos genitais, mais fortalecidos ficarão seus músculos.

O orgasmo obtido com a masturbação é melhor do que com o parceiro?
Com a masturbação, a mulher sabe qual a área mais sensível, os movimentos e a pressão certos. Por isso, oferece um prazer muito grande e permite que a mulher alcance até cinco orgasmos. Mas o sexo flui muito melhor se o parceiro tiver sensibilidade e disposição para conhecer o corpo da mulher, garantindo prazer em dobro.

O que é frigidez?
Acontece quando a mulher sente pouco ou nenhum interesse por sexo. Pode até atingir o orgasmo, mas o contato físico lhe é desagradável - ela quer que termine logo. A maioria dessas mulheres considera angustiante a experiência sexual. A ausência total ou parcial do orgasmo denomina-se anorgasmia e é a mais freqüente das disfunções sexuais femininas. A maioria das causas é psicológica e é importante fazer uma avaliação com um especialista.

Quais fatores podem levar a mulher a não ter orgasmo?
Fatores fisiológicos e psicológicos podem dificultar ou impedir o orgasmo. Vaginismo (contrações dolorosas involuntárias dos músculos vaginais), desequilíbrio hormonal, distúrbios do sistema nervoso, inflamações ou lesões genitais, uso excessivo de drogas e/ou álcool estão entre algumas causas. Além disso, problemas de origem emocional como ressentimentos, conflitos conjugais, medo, falta de atração sexual e/ou afetiva, timidez, culpa, medo da gravidez, preocupação em atingir o orgasmo, ausência de sentimento ou de amor também atrapalham a conquista do orgasmo. Como foi comentado acima, a hipnoterapia é aconselhada quando a falta de orgasmo está relacionado a fatores psicológicos.

Qual a dica para se obter o orgasmo?
Para alcançar o orgasmo, é preciso que a mulher conheça o próprio corpo e o que ele deseja. Acabar com a vergonha e falar com o parceiro sobre suas preferências também é fundamental. Só assim a relação será completa e trará benefícios para ambos.


DICAS PARA ATINGIR O ÁPICE DO PRAZER





Saiba como funciona o seu corpo. O que é a vulva, o clitóris, a vagina e, claro, o que acontece durante a relação sexual e como ocorre a excitação.

Toque seu corpo com privacidade e calma. Olhe-se no espelho e perceba os detalhes.

Conversando com o seu parceiro, explique como gosta de ser tocada, onde deseja que ele coloque a mão ou a beije,
inclusive estimule o sexo oral.

Cuide da beleza, da saúde, do corpo.
Procure uma boa qualidade de vida.
É difícil pensar em alguém que possa ter prazer com uma série de problemas, como falta de amor próprio, respeito e carinho.
Isso já é uma parte do prazer.

Aprenda que o orgasmo não é o fim do prazer.
Nós é que vivemos presos à idéia de que toda relação sexual tem que culminar com o orgasmo.
É importante na própria relação e na afetividade ter o antes, o durante e, principalmente, o depois do orgasmo.

Mude a forma de encarar a sexualidade.
Muitas mulheres se dedicam demais ao papel de mãe e não demonstram a sensualidade.

Só se atinge o orgasmo na hora em que se perde o controle da situação.
A palavra-chave é "entrega".
Deixe-se levar pelo clima gostoso, pelo namoro.
É uma possibilidade em potencial que todos têm, seja homem ou mulher.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

O VALOR DO SEXO NA RELAÇÃO

Qual é o valor do sexo para um homem e para uma mulher? Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) com 8.200 brasileiros em dez capitais confirmou a versão dos botequins. Para a mulher, sexo é a oitava prioridade na vida. Para o homem, é a terceira. “Homem faz sexo para se sentir bem. Mulher precisa se sentir bem para fazer sexo.” A afirmação é de Carmita Abdo, professora de psiquiatria na USP e coordenadora da pesquisa.

Eram dez os itens de qualidade de vida listados na pesquisa. Para as mulheres, a satisfação com o sexo só ganha de “exercícios regulares” e “férias regulares”. Todo o resto seria mais importante: alimentação saudável, convívio com a família, horas de sono, trabalhar no que gosta, cuidados com a saúde, convívio social, atividades culturais. Os homens enxergam duas únicas coisas mais valiosas que o sexo: alimentação saudável em primeiro lugar e tempo de convívio com a família.

É verdade que a pesquisa não incluiu futebol. Sem futebol no domingo, a felicidade do brasileiro depende, pela ordem, de três prazeres: mesa, casa e cama. Ele só pensa naquilo. Ou nem tanto. A macarronada e a família vêm antes. Seria mais fácil para um homem ser feliz? Ele exigiria menos da vida e se comprometeria menos?

O gênio do cubismo espanhol Pablo Picasso teve uma meia dúzia de mulheres oficiais, muitas amantes, morreu com 91 anos e, quando lhe perguntaram por que era tão cruel e frívolo com o gênero feminino, respondeu que não era nada disso: “As mulheres são máquinas de sofrimento”. Resumia assim o que o homem médio adora dizer. Que mulher reclama demais. Complica demais. Exige demais. De tudo e todos, e mais dela mesma.

Naturalmente eu não imaginava que o sexo teria o mesmo significado para eles e elas, especialmente em pesquisas, que lidam com médias. Mas achar o sexo menos importante que atividades como o sono, hobbies, cultura e encontros com amigos talvez seja, nas mulheres, um sinal de desconhecimento do próprio corpo e dos efeitos benéficos do prazer e do orgasmo sobre todo o resto da vida – o sono, a saúde, a produtividade e o humor. Será que andam em falta na cama imaginação e fantasia? Ou homem mesmo?

Para a mulher brasileira, sexo é a oitava prioridade.
Será que falta imaginação ou homem mesmo?

Um dos segredos do amor eterno é exatamente o sexo satisfatório. “Temos muito tesão, sem o qual nada pode seguir adiante”, diz Bruna Lombardi, sobre os 30 anos de casamento com Carlos Alberto Riccelli.

No ano 2000, a OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu o sexo oficialmente como um item de qualidade de vida. Junto à satisfação no trabalho, em casa e no lazer. Foi com base nesse estudo que a USP encomendou a pesquisa.

“Como já se sabia, a mulher não precisa de tanta frequência de relações sexuais”, diz a psiquiatra Carmita. “Mas ela está mais exigente. Quer que os parceiros cuidem mais da aparência.” E hoje, segundo a pesquisa, quase metade das brasileiras (43%) faria sexo com alguém sem envolvimento afetivo. Essa é uma tremenda mudança. Mas a maioria ainda prefere o sexo com amor.

Num sentimento, homens e mulheres são iguais. É o que conclui a pesquisa. A maior preocupação deles e delas, na hora do sexo, seria agradar ao outro. Não se sabe se por generosidade, submissão ou egocentrismo. O tal “foi bom para você” costuma ser um chavão. Masculino. Ser bom de cama é um desejo comum de dois.

Quatro livros sobre sexo e repressão foram reveladores, entre outros. A função do orgasmo, de Wilhelm Reich (1897-1957), polêmico psiquiatra austríaco. Eros e civilização, de Herbert Marcuse (1898-1979), filósofo alemão. Erótica, contos da francesa Anaïs Nin. E quase todos os livros do americano Henry Miller.

Nos anos 60 e 70, a discussão do orgasmo feminino ganhou contornos radicais e manifestações de rua. Para quê? Para o sexo se tornar nossa oitava prioridade? Ou pior. Outra pesquisa acaba de revelar que quase metade das mulheres nos Estados Unidos prefere internet a sexo. Mulheres, não subestimem o prazer. Homens, mostrem o seu valor.

Fonte: Revista Época, matéria de Ruth de Aquino

Cada vez mais pessoas estão aderindo a uma concepção que caracteriza o sexo por um ato de prazer como fim último em si mesmo e, como tal, sujeito a tudo. Dessa maneira, assim como quase tudo que nos trás prazer está sujeito a um valor, porque não estaria também o sexo?

Pensando assim muitos esquecem de que objetos não são pessoas e por isso acabam tratando o ato sexual com os mesmos critérios nos quais dão valor a coisas e também a utilizam.

Pensar no sexo como um ato último de prazer significa literalmente coisificar aquele(s) que o pratica(m), porque assim como o outro que entende o prazer estando estritamente associado à cerveja do final de semana e por isso paga para tê-la, o que vê no sexo apenas o prazer como finalidade também paga para tê-lo, pois sob essa ótica a única diferença entre esses dois elementos é que um é bebida e o outro é sexo, mas no final são apenas coisas.

A essa altura você pode se questionar: mas o sexo não é prazer? Sim, claro, no entanto não é só isso, acredite! Além de prazer é também a união emocional e afetiva entre duas pessoas, ainda que não se conheçam, ainda que se ignorem ou percebam o envolvimento emocional a que estão envolvidos .

O valor do sexo não esta no ato propriamente, mas na pessoa. Quando excluímos a imagem do OUTRO para substituí-la pela de uma satisfação pessoal estamos na verdade dando o valor a COISA, que nada mais é do que meu próprio prazer. Pensaremos um pouco mais sobre este assunto em outro momento.

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