terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Inversão de Papeis


De todas as práticas de Dominação Feminina, a inversão de papéis, mais especificamente o strap-on (ela metendo nele com a ajuda de um cinto e um dildo acoplado) é a que fui mais relutante em experimentar como prática de humilhação, talvez porque para mim, a penetração anal em si não é um ato humilhante para o homem, afinal há prazer. Ou talvez porque, sendo feminina como sou eu temesse com a inversão de papéis perder um pouco da minha feminilidade. Mesmo quando estou com uma mulher, gosto de me sentir fêmea, tanto quanto aquela que está comigo. Deixo o papel de macho para quem é de direito, o próprio. Na inversão de papéis, o fato de estar naquele momento exercendo uma prática especificamente masculina, a penetração, sempre me incomodou um pouco como mulher, no entanto, não como Dominadora.

E nesta fusão de prazer físico e psicológico, uma coisa que poucos conseguem entender é a heterossexualidade do ato. Poucos homens que tem o fetiche da inversão de papéis são bissexuais, ou seja, tem desejo sexual por homens também. Já conversei com muitos que curtem a prática e vários afirmaram que o simples fato de imaginar um homem na situação é uma broxada certa. Alguns, só de tocar no assunto sente nojo. A fantasia está exatamente em ser “comido” por uma mulher. Uma mulher sexy e poderosa, capaz de proporcionar o prazer de todas as formas. O homossexual não fantasia uma mulher portando uma cinta/pau traçando-o, mas sim um homem. Simples assim.

O mais interessante, é que hoje não vejo conotação homossexual na prática em si, apesar de saber que determinados homens até podem ser homossexuais com dificuldade de auto-aceitação, o que não é regra. Todos os homens com os quais fiz uso dessa prática até hoje, assumem-se heterossexuais, tenho certeza que alguns broxariam só em imaginar um pau de verdade a penetrar-lhes. Faz parte da fantasia deles ser possuído por uma mulher Dominante e não por um homem. Talvez até por isso exista um certo fascínio de alguns homens por travestis, afinal de contas é uma figura feminina dotada de um pau.

Não considero como inversão o cara que curte ter o cu dedado enquanto é chupado, tampouco aquele que é submetido à massagem prostática, afinal a próstata é inegavelmente um orgão de prazer. Vejo como inversão, a feminização (roupas, maquiagem, expressões femininas) ou o uso específico do cinto atado ao corpo da mulher e um pau de borracha (dildo) acoplado nele, para dessa forma ela através da penetração anal, exercer o papel atribuído ao macho enquanto ele é humilhado e submetido ao papel de fêmea.

Minha primeira vez comendo um homem foi com um amigo switcher. O switcher no jogo S&M é aquele que hora é Dominador, hora Dominado, não necessariamente pela mesma pessoa. Normalmente ele exerce sua faceta Dominante com uma pessoa e se submete a outra, quase nunca em um mesmo tempo. Com este amigo eu fui a Dominante, portanto ele foi o Dominado, apesar de eventualmente (mas não naquela tarde) ele ser Dominador também. Ele sabia que eu não tinha conhecimento da prática, e assim que chegamos ao hotel foi me mostrar quase que de maneira didática como acoplar o pau de borracha ao cinto, como vestir, como fazer uso, a importancia da preparação e dilatação anal… Depois dessa rápida explicação partimos para a prática, e quando o assunto é Dominar, isso é muito natural em mim. Sei fazer uso do meu charme para ter prazer ao extremo. E mesmo sendo um doce de menina, aquele que está comigo sempre percebe quando um pedido meu não aceitaria um não como resposta. O mais difícil naquela primeira vez foi perceber que para aquele homem em especial, estar ali comigo não era a prática mais humilhante, a humilhação que ele esperava era das minhas palavras, nos xingamentos, expressões de detrimento à sua masculinidade e principalmente (e isso sim foi difícil) ser fodido como um homem fode uma mulher, pero sin perder la ternura jamás… Foi difícil o vai e vem, o ritmo da foda, afinal de contas, por mais ajustado que o pau estivesse ele não me pertence. Passei a adorar como semi-deuses todos os homens que já me comeram até hoje. Que tarefa difícil é meter em alguém. Tarefa, aliás, extremamente bem executada por ele mesmo, o amigo switcher homem que eu comi o cu. Naquela tarde achei que nunca mais o faria novamente.

Pouco tempo depois, uma amiga me emprestou seu escravo, ela disse que o strap-on é prática, e só ela levaria a perfeição. E curiosamente naquele empréstimo eu descobri que o que mais me deu tesão em comer um homem, não foi o ato em si, mas a humilhação em negar a ele a masculinidade. Apesar do escravo da minha amiga ter prazer com a penetração anal e até admitir isso, ele se envergonha deste prazer, e só o faz se for forçado. Naquele dia eu descobri que o meu prazer maior na inversão de papéis, não estava na prática em si, mas na humilhação de tê-lo emasculado. Lembro que em determinado momento, ele ficou doido de tesão e tentou me acariciar e até teria trepado comigo se eu deixasse, mas uma frase que eu disse o humilhou mais que tudo: “Não respeito como homem aquele que eu como o cu.” O que nem é uma verdade de fato, trepei com meu amigo switcher mesmo depois de tê-lo comido, mas acho que só falei isso porque com ele, esta frase funcionou mais que um tapa na face.

Com M., meu masoquista preferido, eu tive certeza que o meu prazer com a inversão é realmente ligado a humilhação. Tanto, que não faço questão usar um cinto para enfiar um pau. Acho que homens ainda comem melhor que eu, e se ele quisesse realmente ser comido procuraria um e não uma mulher Dominadora. Costumo plugá-lo, obrigar o uso de calcinha, proibi-lo de me penetrar, exigir que me dê apenas prazer oral como se não fosse um homem… A inversão para M. é o fim, o cúmulo, terrível, mas ele se submete, porque o prazer dele é executar minhas mais loucas ordens, meu mais doido capricho.

Acho que até hoje, eu não gosto muito dessa coisa de fingir que tenho um pau, não necessito disso e nem me sinto muito à vontade. Deixo paus para quem tem e sabe usar melhor que eu. Ainda bem. No entanto, dentro do contexto da humilhação Dominadora/escravo, a inversão de papéis funciona como uma punição muito mais severa que o spanking, já que priva o escravo de exercer o poder do seu falo como macho e sim ser submetido à Dominante por um pau que nem de verdade é. Quase sempre o maior prazer da Dominadora é ver que apesar de gritar aos quatro ventos a sua heterossexualidade, a grande maioria rebola e geme de prazer diante da prática.

Inversão de papéis

Por Escravo Eunuco


A inversão de papéis em uma relação BDSM, a mulher (Domme) assume a postura tiva e o homem (escravo) a postura passiva. Esta troca tem como objetivo a humilhação e também a quebra da resistência psicológica do escravo, visto que o homem foi ensinado durante toda a sua formação que a ele cabe o papel de dominador, simplesmente por possuir entre as pernas aquilo que é o símbolo do poder: o pênis.

Sempre me defini com um submisso nato, com atitudes masoquistas e ávido pelo rebaixamento moral que essas práticas podem proporcionar a um escravo durante a sua emasculação. De todas as formas que minha Domme se utilizou em meu adestramento, sem dúvida, a inversão de papéis foi a experiência mais completa e intensa que pude vivenciar.

Depois de um bom período de anal training, onde meu ânus recebeu um tratamento visando obter a dilatação necessária para sessões de inversão e fisting, fui logo apresentado ao strap-on dildo de minha Domme. Adepto ao crossdressing, quase sempre me travestia de sissie, tornando o ato de dominação perfeitamente completo.

Invertido os papéis, a submissão passou a ter um outro sentido em minha vida de escravo. Posso afirmar que essa foi a forma que melhor materializou a necessidade que apresento de ser subjugado, chegando ao ponto de condicionar o meu prazer a esta prática.

Segundo minha Domme, o melhor castigo que ela poderia me infligir, não era os obtidos por técnicas punitivas como o spanking, mas sim alguns dias sem me possuir sexualmente. Para meu desespero, ela tinha total razão.

Fora do BDSM, fica praticamente insustentável para o escravo submisso uma relação dentro dos padrões normais, ou seja, uma readequação ao papel de dominador.

Quero deixar claro que “insustentável” não significa impossível, porém o prazer sexual jamais alcançará os mesmos níveis de satisfação física e mental.

O texto acima foi escrito especialmente para o Me And My Secret Life por Eunuco, para dar uma versão do submisso ao ato da Inversão de Papéis.

fonte: avidasecreta.com


Procurando alguns textos relacionados ao assunto me deparei com um blog de uma moça, no qual em um post ela relata o momento em que essa situação chegou ao seu relacionamento com o seu namorado e o seu pensamento quanto a isso.

Aquele meu ex-namorado que era fetichista, o mesmo da chuva dourada, me pegou de surpresa no meio de uma transa.

Estávamos pra lá de excitados, a sua boca subia pelas minhas coxas, suas mãos apertavam meus seios, e quando se aproximava da minha buceta, ele falou: “se você tivesse um pau, eu chupava agora!”. De início fiquei meio assustada com a idéia, mas quando ele começou a mover a cabeça para cima e para baixo, como se de fato existisse um pau ali e ele estivesse chupando, me deliciei imaginando a cena. Movimentei meus quadris como se estocasse em sua boca, e confesso que naquele momento desejei estar fazendo isso de verdade. Sempre fui muito falante e desbocada no sexo, e logo dizia a ele: “chupa, sua putinha, chupa meu caralho”… Nem preciso dizer que foi uma noite longa, né?


No dia seguinte, marcamos de nos encontrar em uma sex shop. A idéia era comprarmos alguns brinquedinhos como gel lubrificante, dado erótico e coisas baunilhas. Mas quando chegamos, me deparei com um vibrador em forma de pênis, não muito grande, que era acoplado em uma cinta. A vendedora me explicou que muitas lésbicas usavam, mas que seguidamente os homens compravam também. Nem preciso dizer que compramos esse, né? Saímos correndo pra casa dele, já excitados com a idéia.

Chegando lá, antes dele abrir a porta, eu sussurrei no seu ouvido: “hoje você vai ser a minha mulherzinha…” Seus olhos brilharam, em uma mistura de excitação e apreensão.

Não tínhamos tempo para muita conversa, queríamos experimentar logo o nosso novo brinquedo. Fui até o banheiro para “vestir” o acessório, queria aparecer já como “homem”. Tirei minha roupa às pressas, e então tive uma idéia. Entreabri a porta, pedi que ele viesse até ali, entreguei minha calcinha e disse: “já que você vai ser a mulher hoje, vista isso!”. Ao sair do banheiro, me sentindo poderosa, nua com um pau pendurado (ah, a inveja do pênis! rsrsrsrs), me deparo com ele vestindo apenas a minha calcinha pequena de renda, e de pau duro!


Me aproximei da cama e mandei que ele ficasse de joelhos, com a bunda arrebitada, e que chupasse meu pau. Ele veio, meio sem jeito, e colocou o pinto de borracha na boca. Eu estiquei meu braço e puxei a calcinha pra bem dentro da sua bunda, e disse: “chupa com gosto, vadiazinha”. Parecia que era o que ele estava esperando! Passou a abocanhar o pau, tentava enfiar fundo na garganta, estava adorando! Eu estava adorando também, muito excitada com a cena, e me aproveitando para fazer coisas que sempre tive vontade, por exemplo: tirava o pau da boca dele, e batia com ele no seu rosto. Delícia! rsrsrsrsrs Ficava o tempo todo falando, xingando, chamando de puta, de vadia, de mulherzinha… Dizendo que não queria uma mulher só para me chupar, que queria uma mulher para comer também…


Ele me olhava, com aquela expressão cheia de tesão, e concordava com tudo. Entreguei um tubo de lubrificante a ele, e disse que preparasse a bundinha para mim. Ele tirou a calcinha (s
em tirar a boca do “meu” pau) e começou a passar o lubrificante na bunda. “Enfia o dedo”, eu disse, e ele obedeceu. Logo estava fazendo vai e vem. Eu estava adorando!

Finalmente tirei o vibrador da sua boca, e disse a ele que virasse a bunda para mim. Fiquei em pé, ao lado da cama, e ele de quatro sobre a cama. Posicionei a ponta do vibrador e forcei um pouquinho. Ele soltou um gemido, não sei se de dor, prazer ou medo, então resolvi ajudá-lo. Com uma mão por baixo, comecei a punhetá-lo. E assim, masturbando-o e enfiando aos poucos, logo estava com todo o vibrador dentro dele. Esperei que ele acostumasse com o volume, e depois disse que ele mexesse devagar, no ritmo dele (claro que não sem antes dizer: “nossa, já entrou tudo! que vadia arrombada! rsrsrsrs), o que ele fez com prazer, por vezes até rebolando.

Eu estava adorando a situação, muito excitada, sentia minha umidade escorrer pelas minhas coxas, jamais tinha imaginado uma cena daquelas, e que poderia ser tão prazerosa. Ele também delirava de prazer, e não demorou a gozar, com o vibrador na bundinha e minha mão a masturbá-lo.

Desabamos na cama, ele saciado, eu feliz com a nova experiência, mas ainda morrendo de vontade de gozar. Fiz menção de tirar a cinta, mas ele me deteve. Abriu minhas pernas, apenas levantou o vibrador, como se ali fosse o lugar de um pau de verdade, e começou a me lamber. Enquanto a sua língua brincava no meu clitóris, ele simulava uma masturbação no pinto de borracha. Gozei me contorcendo, urrando e delirando com a nossa nova experiência.

Repetimos outras vezes, com variações, por vezes com mais elaboração. Nunca achei ele menos homem por isso, como a maioria dos homens que está lendo esse post deve estar achando. Pelo contrário, ele foi muito homem em viver suas fantasias e sua sexualidade em plenitude.


(Post retirado do blog: http://intimoepessoal.wordpress.com)



Essas são algumas das opiniões das pessoas ao conhecerem a pratica.


XXX1

| 2010-12-21 23:26:19

Inversão no contexto BDSM

A inversão de papéis é prática corrente na dominação feminina.

Pode ou não estar incluída nas práticas de feminização, forçada ou não.

XXX2

| 2010-12-14 01:58:33

Inversão

Isso é realmente muinto bom, quando se é hetero e pratica essa maravilha, nós gostamos e muinto, é realmente muinto pazerosssso!!!

XXX3

| 2010-06-29 19:28:49

olá

Em se falendo de prazer, com certeza não existe nada mais excitante do que a inversão de

papeis. Eu e minha esposa começamos a pouco tempo, começamos devagarinho, ela lambendo minhas nadegas, depois meu anus, e colocando um ou dois dedinhos em meu anus. Infelismente ainda não usamos consolos nem outro tipo de brinquedos, mas acredito que a sensação seria muito boa. Nao tem nada a ver com homossexualismo e sim com muito prazer. vale a pena tentar......

XXX4

| 2009-09-17 18:57:21

inversão sexual

O há que de mais maravilhoso entre um homem e uma mulher é a prática da inversão onde cada um se permite mergulhar por suas intimidades "íntimas" e fazer do sexo do amor um partilhar pleno de fantasias, prazer . É o ultrapassar dos próprios limites , plenamente livres .

XXX5

| 2009-06-29 09:42:11

inversão de paéis

Sou casado há 24 anos, há pouco mais de 5 anos descobrimos a inversão, primeiro foi um fio terra, depois banana, pepino, etc., Atualmente temos vários penis acoplados em cinta de diversos tamanhos e grossuras para eu ser penetrado. Confesso que as primeiras vezes sentia culpa por descobrir meu corpo, mas depois a mesma desapareceu e nos sentimos livres para curtir o máximo. Nos completamos dessa maneira e garanto que não sou gay. Os magistas ou ignorantes de plantão que querem experimentar mas tem vergonha, recriminam as pessoas as rotulando. Porque então não tentar?


XXX6

| 2009-04-15 09:29:01

Inversão de papeis?

Na minha opinião acho que nem se deveria falar em inversão de papeis mas sim em cumprir cada um com o seu papel...Qual é o mal de uma mulher estar mais apta para a mecanica ou de um homem ser melhor a cozinhar? Não vejo razão nenhuma para termos papeis pré-definidos quando muitas vezes as pessoas não tem jeito para coisas que supostamente deveriam ter? A meu ver não acho que por uma mulher saber mudar um pneu melhor que um homem ou um homem saber cozinhar melhor que a mulher, vá afectar o relacionamento sexual...tudo depende de como o casal encara essa situação.


Foi usado o nome XXX em todos para manter os nomes em sigilo. Espero que o post tenha ajudado os Casais a acabar de vez com essa lenda de achar que qualquer coisa diferente no sexo é Bizarro ou coisa de Homosexual. No sexo entre duas pessoas vale tudo tendo respeito e ambos entrarem em concordancia com o que está sendo feito.



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